
O III Congresso Nacional de Filosofia e Humanidades mergulhará no paradoxo e sua estranha harmonia. O tema escolhido para esse ano foi o “Sagrado & Profano: o divino e o humano em questão”. A imagem escolhida para expressar a pertinência e força desse tema foi a obra Crucificação Branca, de Marc Chagall, produzida nos anos 30, com o início da perseguição dos judeus pelos nazistas. No quadro, a nudez de Jesus só é escondida por um xale de reza judeu, com uma menorah (candelabro de sete pontas) em chamas aos seus pés. E ao redor da figura central há cenas de pessoas fugindo, uma vila sendo queimada e uma sinagoga em chamas. A amálgama de sentidos e imagens composta por Chagall simboliza de maneira exemplar nossa intenção.
Como separar aquilo que é sagrado do que é profano? Como colocá-los sob o mesmo critério sem romper suas particularidades? Como discorrer com a reverência dos que se sabem limitados e com a arrogância que nos faz nos julgarmos capazes de submeter as dúvidas à investigação? Como diferenciá-los? O que se abre aos nossos olho será o horizonte sempre profícuo da reflexão ou a perigosa senda da polêmica? Nos reunimos ao convite do divino clamando por contemplação ou ao chamado do acaso sedento por mais errâncias e questionamentos? O que se estende diante de nós é o inefável silêncio que transcende a razão ou a inquisitiva voz da consciência reivindicando a primazia da existência humana? O III Congresso Nacional de Filosofia e Humanidades convida-nos a esses questionamentos, impertinente ou contemplativamente.
Para saber mais – http://www.filosofiaehumanidades.blogspot.com/
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