A fonte do desespero.
O desespero é uma discordância da síntese das relações da existência, como foi visto anteriormente, mas não é a síntese a própria discordância. A discordância é, pois, a possibilidade da síntese. Do contrário, o desesperar seria apenas uma característica humana, ou seja, o desespero não existiria “sendo apenas um acidente para o homem”[1]. Portanto, o desespero está em nós e, se não fôssemos uma síntese com relação com Deus para dar sua firmeza, não existiria. Graças a Deus e a nós nos desesperamos.
Mas Ele ainda é apenas o fator da síntese. O livre-arbítrio, a responsabilidade de si é da relação que a síntese estabelece consigo própria. Deste modo, a relação depende de si própria para haver discordância; depende de si própria para estar doente ou curado.
[1] KIERKEGAARD, Soren. O desespero humano. 1973. Editora Abril. P. 339
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