“No Antigo Testamento, a palavra hebraica para “satã” é um substantivo comum, que significa “adversário”, traduzindo para o grego como diabolos, “diabo”. No entanto, há uma peculiaridade lingüística em cada idioma: tanto no hebraico quanto o grego têm artigo indefinido, porém com significados opostos. Em hebraico, “o satã” designa um substantivo comum, “o adversário” no sentido de “um adversário”. Porém, a palavra satã em si mesma, sem o artigo, pode significar tanto “um satã” (“um adversário”) ou um nome próprio: “Satã”. Em grego, ao contrário, um nome próprio é assinalado pela presença de um artigo definido: “o diabolos” significa ou “o diabo” (ou seja, “um diabo”), ou “Diabo”, um nome próprio. O mesmo se passa com a palavra Deus: em grego, ho theos pode significar tanto “o deus” ou “Deus”. No inglês moderno, assinalamos a diferença com maiúsculas: “o super-homem”, “um super-homem”, “Super-Homem”. Nas páginas a seguir, sempre que diabolos for usado como o nome próprio de Satã, estará assinalado com versal-versalete: DIABO. Não utilizarei o artigo definido: dizer “o Diabo” para referir a Satã seria como dizer “o Deus” para se referir a “Deus”.[1]
Este post está sendo colocado aqui para a melhor compreensão dos posteriores sobre o mesmo tema: Satã.
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[1] KELLY, Henry Ansgar. Satã, uma biografia. Editora Globo. São Paulo. P. 11-2

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