Foi por não poder encontrar o justo que se achou o forte, etc.

É justo que o que é justo seja seguido. É necessário que o mais forte seja seguido.

A justiça sem a força é impotente, vulnerável; a força sem a justiça é tirânica. A justiça sem a força será contestada, porque há sempre maus; a força sem a justiça será acusada. Carece, pois, juntar a justiça e a força; e, dessa forma, fazer com que o que é justo seja forte, e o que é forte seja justo.

A justiça é sujeita a disputas; a força é muito reconhecível, e sem disputa. Assim não pôde dar força à justiça, porque a força contradiz a justiça, dizendo que esta, a justiça,  era injusta, e que ela ,a força, é que era justa; e, assim, não podendo fazer com que o que é justo fosse forte, fez-se com que o que é forte fosse justo. Assim, o forte e o justo existindo juntos, a paz existiria. E, tudo, por hábito, imposto pela força , seria razoável. Afinal, só queremos estar sujeitos à razão e à justiça, nos levando a crer, por hábito, que o que seguimos só pode ser uma delas, se não, seria tirania.

Uma resposta a “Pascal – A força e a justiça”

  1. Avatar de CARLOS MANOEL

    DE FATO, CABE AO HOMEM CONHECER A SI MESMO PARA SABER ADMINISTRAR ESSA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA E DA FORÇA. POIS, SE ESTE NÃO CONHECER SUAS MISÉRIAS COMO PODERÁ ADMINISTRAR AS SUAS VIRTUDES E ASSIM POSTERIORMENTE CONFIGURAR-SE COM A JUSTIÇA E FORÇA? PORTANTO, A CHAVE PARA SE TER O EQUILIBRIO ENTRE A MISÉRIA E A VIRTUDE É O PRÓPRIO HOMEM.

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