Giambattista Vico, que viveu de 1688 a 1744, em sua obra Princípios De (Uma) Nova Ciência (Acerca Da Natureza Comum Das Nações) diz que:
“Esta Ciência Nova, ou seja, a Metafísica, considerando à luz da providência divina, a natureza comum das nações, havendo intuído tais origens das coisas divinas e das coisas humanas entre as nações gentílicas, estabelencendo-lhes um sistema do direito natural das gentes, que, com sua conincidência e constância, passa pelas três idades, pelos egípcios relatadas como ocorrentes ao longo do mundo que os precedeu. “
- A Idade dos Deuses, “em que os homens da gentilidade acreditavam viver sob govrenos divinos, julgando que tudo lhes fosse determinado através dos auspícios e dos oráculos, ambos representando os mais velhos eventos da história profana.”
- A Idade dos Heróis, “na qual, entre todos eles, tiveram domínio as repúblicas aristocráticas, já que se apoiavam numa por eles considerada qualificação de natureza superior à dos plebeus.”
- A Idade dos Homens, “em que todos se reconheceram iguais pela natureza humana, razão por que , primeiramente, celebraram as repúblicas populares e, finalmente, as monarquias, ambas, como acima se demonstrou, formas de governos humanos.”
De acordo às três espécies de natureza e de governos, se falaram três espécies de línguas, que constituirão o vocabulário desta Ciência.
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“ao tempo das famílias, em que os homens haviam ascendido, de modo recentíssimo, à condição humana. Sabe-se que ela terá sido uma língua muda, mediante sinais e caracteres que mantinham nexos naturais com as idéias que os mesmos [caracteres e sinais] desejavam significar.”
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“falou com intentos heróicos, ou seja, com o uso de similitudes, comparações, imagens, metáforas e descrições naturais, que constituem o maior contingente da linguagem heróica, ao que sabemos, falada no tempo em que reinaram os heróis.”
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“foi a língua humana, mediante vocábulos convencionados pelos povos. Dela foram absolutos senhores os povos justamente das repúblicas populares e dos Estados monárquicos, a fim de que os povos dessem valor significativo às leis, que se deveriam subordinar não só a plebe mas também os nobres. Daí porque, redigidas as leis em línguas vulgares, de pronto a ciência das leis escapa às mãos dos nobres, que delas [as leis], inicialmente, como de coisa sagrada, conservavam uma língua secreta, já que os nobres foram em qualquer parte inicialmente os sacerdotes. Eis aí a razão do caráter arcano das leis juntos aos patrícios romanos, até que surgisse a liberdade popular.”
Os egípcios afirmaram que, respectivamente, foram as três línguas faladas no seu mundo, correspondendo ao nível, número e ordem às três idades que os precederam:
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“hieroglifíca, sagrada ou secreta, por gestos mudos, convenientes às religiões, às quais importa observá-las do que falar delas.”
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“simbólica, ou por similitudes, que foi a heróica, como ha pouco vimos”
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“epistolar, isto é, vulgar, que lhes servia para as práticas vulgares de sua vida.”
Essas três línguas se encontram entre os caldeus, citas, egípcios e as demais nações gentílicas antigas. Porém, a primeira língua, hieroglífica, perdurou mais com os egípcios e até hoje sobrevive com os chineses.
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