“De acordo com o indutivismo ingênuo, a ciência começa com a observação. O observador científico deve ter órgãos sensitivos normais e inalterados e deve registrar fielmente o que puder ver, ouvir etc. Em relação ao que está observando, e deve fazê-lo sem preconceitos.”[1] Desta maneira, se pode se justificar como verdadeira as afirmações a respeito do estado do mundo ou parte dele. Essas afirmações formam a base para as leis e teorias que devem derivar e constituir o conhecimento.
Ou seja, se trata aqui de, iniciando com a experiência singular, fazer afirmações singulares sobre a observação. Assim, satisfazendo as condições para generalizações, deste modo,
- o número de proposições de observação que forma a base de uma generalização deve ser grande;
- As observações devem ser repetidas sob uma ampla variedade de condições;
- Nenhuma proposição de observação deve conflitar com a lei universal derivada.
Se pode fazer uma afirmação ou lei universal.
“Desde que certas condições sejam satisfeitas, é legítimo generalizar a partir de uma lista finita de proposições de observação singulares para uma lei universal.”[2]
[1] CHALMERS, A. F. O que é a ciência afinal? 2009. Editora Brasiliense. P. 23
[2] CHALMERS, A. F. O que é a ciência afinal? 2009. Editora Brasiliense. P. 25
Deixe um comentário