O que quer se apresente à mente, quer empreguemos nossos sentidos, sejamos movidos pela paixão, ou exercitemos nosso pensamento e reflexão, Hume chama de percepção.
Esta percepção Hume divide em duas espécies, a saber, impressões e idéias.
“Quando sentimos qualquer tipo de paixão ou emoção, ou captamos as imagens de objetos externos trazidas por nossos sentidos, a percepção da mente é o que ele chama de impressão, palavra empregada em um novo sentido[…] As impressões são, portanto, nossas percepções vívidas e fortes”[1].
“Quando refletimos sobre uma paixão, ou um objeto que não está presente, esta percepção é uma idéia”[2], que é um percepção mais fraca.
E esta distinção de espécie quanto a percepção é algo que Hume diz ser evidente, tanto quanto entre sentir e pensar.
Quanto as impressões, Hume ainda diz que, ao contrario de Locke que abrange até as ‘impressões’, que Hume agora denota, como idéia inata e como não existente, as impressões como as mais fortes percepções são sim inatas. E que “a afeição natural, o amor da virtude, o ressentimento e todas as outras paixões, brotam imediatamente da natureza”[3].
A grande descoberta que se propõe o autor de decidir as controvérsias concernentes às idéias é que as impressões sempre antecedem as idéias.
[1] HUME, David, Resumo de um tratado da natureza humana. Editora Paraula. P. 47
[2] HUME, David, Resumo de um tratado da natureza humana. Editora Paraula. P. 47
[3] HUME, David, Resumo de um tratado da natureza humana. Editora Paraula. P. 49
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